Da Redação | Cocal do Sul (SC)
Mais de 100 mulheres foram vítimas de violência doméstica em Cocal do Sul ao longo de 2025. Somente nos cinco primeiros meses deste ano, o município registrou 51 novas ocorrências e mantém 42 medidas protetivas ativas. Diante desse cenário, a Administração Municipal inaugura nesta quinta-feira (25), às 19h, o programa Juntos Somos Mais Fortes, no Museu Municipal Venícios Burigo.
O espaço foi criado para acolher, orientar e apoiar mulheres em situação de violência. O atendimento será realizado na sede da Casa da Cultura, junto ao Museu Municipal, e oferecerá acolhimento humanizado, atendimento psicológico, orientação jurídica, oficinas de fortalecimento e encaminhamento para os serviços necessários. O programa também atenderá crianças, adolescentes em situação de vulnerabilidade e familiares que precisem de orientação.
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“Estamos entregando um espaço pensado para acolher, ouvir e orientar. Muitas mulheres não sabem por onde começar ou têm medo de buscar ajuda. Queremos que elas encontrem aqui uma rede preparada para apoiar, proteger e caminhar ao lado delas nesse processo de reconstrução”, afirma a secretária de Saúde, Giovana Galato.
Desenvolvida em parceria com o Instituto Quem Aprende e Se Defende (I-QASED), a iniciativa amplia a rede de proteção já existente no município.
Ameaça é a forma de violência mais registrada
Os dados mostram que a ameaça é a forma de violência mais recorrente em Cocal do Sul. Em 2025, foram registradas 58 ocorrências desse tipo, além de 22 casos de violência moral e 20 de violência física. Neste ano, até maio, já foram contabilizadas 27 ameaças, 12 agressões físicas, oito casos de violência moral e quatro vias de fato.
Para a vice-prefeita Roseny Cittadin, a inauguração representa um avanço nas políticas públicas de proteção às mulheres. “Esse projeto é a realização de um compromisso da nossa gestão. Muitas mulheres convivem diariamente com diferentes formas de violência e precisam de um lugar seguro para buscar ajuda. Quando uma mulher sofre violência, toda a família também sente as consequências”, destaca.
A cabo da Polícia Militar Maíra de Mello Martignago de Luca, responsável pela Rede Catarina nos municípios de Cocal do Sul e Içara, ressalta que o aumento dos registros não deve ser lido apenas como dado negativo. “Quando vemos mais mulheres registrando boletins de ocorrência ou buscando medidas protetivas, percebemos que elas estão tendo acesso à informação e encontrando apoio para denunciar. Isso significa que mais vítimas estão rompendo o silêncio e procurando ajuda”, explica.
A proposta do programa é atuar de forma integrada com os setores de saúde, assistência social, educação e segurança pública. “Mais do que um local de atendimento, o Juntos Somos Mais Fortes nasce para oferecer escuta, orientação e proteção, ajudando mulheres e famílias a reconstruírem suas vidas com mais segurança e dignidade”, finaliza Giovana Galato.
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